quarta-feira, novembro 16, 2005

New Perennial Movement


Piet Oudolf Borders, Wisley.


O New Perennial Movement iniciou-se na primeira década do século XX, com Karl Foerster na Alemanha e William Robinson no Reino Unido. De maneira diferente, foram percursores da ideia de colocar a "planta-certa-no-sitio-certo", inspirando-se na natureza não só por motivos estéticos mas também para harmonizar espécies com preferências pelo mesmo tipo de condições em cultivo. Na actualidade, Beth Chatto e Christopher Lloyd continuam a mesma filosofia nos últimos 40 anos em Inglaterra, e desde os anos 70, Wolfgang Oehme e James van Sweden com a criação nos Estados Unidos do New American Garden , Ernst Pagels com o seu trabalho de pesquisa e hibridização de herbáceas na Alemanha e a dupla Henk Gerritsen-Anton Schlepers e Piet Oudolf na Holanda, sendo este último a personagem mais visível do movimento, colaborando com arquitectos como Frank Gehry, e com trabalhos na Europa e Estados Unidos dos quais de destacam as Piet Oudolf Borders em Wisley, um jardim de inspiração natural em Pensthorpe, Norfolk, e os Gardens of Rememberance em Nova Iorque.



Polygonatum x biflorum, Smilacina stellata e Myosotis spp., Beth Chatto Gardens.


Canteiro subtropical de Christopher Lloyd, Great Dixter.


O estilo único do New Perennial Movement foge à norma do que se entende como jardinagem ou mesmo plantas de jardim – caracterizando-se numa mistura de diversas especies herbáceas entrelaçadas com gramineas delicadas um tanto silvestres dispostas informalmente, semelhantes a paisagens que se podem contemplar em prados e pradarias do hemisfério Norte. Importantes são também as flores, não sendo o principal motivo de interesse a flor em si mas a sua forma, e a silhueta das plantas. Para Piet Oudolf, o ciclo que estas plantas iniciam e completam cada ano, dos rebentos até à floração e morte, é igualmente importante: “Dying in an interesting way is just as important as living”, disse. Particularmente as formas das sementes e dos ramos secos, que por hábito os jardineiros se apressam a cortar no Outono, agradáveis esteticamente nos dias de geada do fim do Outono em diante e tendo utilidade para a vida selvagem, como provisao de sementes para aves no Inverno.
"If the structure is right, the garden works - it doesn't matter what colours you use". No seu método, agrupa as flores por grupos em globos e botões, plumas, torres, margaridas, umbelíferas e cortinas ou véus – plantas que permitem que se veja através, como Thalictrum delavayi ‘Hewitt's Double’, Foeniculum vulgare ‘Bronze Giant’ ou Stipa tenuissima, dando profundidade ao conjunto e permitindo que a luz e o movimento participem na composição.



Sorghastrum nutans 'Sioux Blue' e Gaura lindheimeri.


Novas introduções, Orchard Dene Nursery natural planting workshop 09/2004.


Outras metas deste movimento são a baixa manutenção destes jardins; não se encoraja a irrigação a menos que seja realmente necessária, ou seja, as espécies escolhidas foram-no por se adaptarem bem às condições oferecidas; são cortados até à raiz uma vez por ano no fim de Janeiro ou início de Fevereiro para dar espaço às plantas para se regenerarem na Primavera; a harmonia com a natureza e inexistência de químicos - “Plants that can't live without the use of chemical fertilizers or pesticides don't belong in my garden”, diz Henk Gerritsen.

1 Comments:

Blogger Lília said...

Olá, aqui deixo um convite para uma visita ao meu jardim. Apenas sei os nomes vulgares pelos quais as flores são conhecidas no meu Sítio (Caniço, Ilha da Madeira). Seria bom alguma ajuda.

http://jardinsperdidos.blogspot.com

Obrigada,
Lília Mata

quinta-feira, 17 novembro, 2005  

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